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Alerj instala Comissão Especial das Favelas e Periferias para monitorar políticas públicas

JR Vital
JR Vital set. 18, 2025 | Atualizado jan. 28, 2026

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) instalou na última terça-feira (16) a Comissão Especial das Favelas e Periferias. O requerimento para a criação foi aprovado por maioria simples dos parlamentares presentes e confirmado pelo presidente da Casa, deputado Rodrigo Bacellar (União).

O colegiado será presidido pela deputada Renata Souza (Psol), com a deputada Dani Balbi (PCdoB) na vice-presidência e o deputado Flávio Serafini (Psol) como relator. Também integram a comissão os parlamentares Rosângela Zeidan (PT) e Carlos Minc (PSB).

Participação social no centro dos debates

Segundo Renata Souza, a comissão funcionará como um espaço de diálogo e articulação com os moradores de comunidades e periferias.
“Esse é um marco muito importante para estabelecer a garantia de políticas que combatam as desigualdades sociais no Rio de Janeiro”, afirmou em publicação nas redes sociais.

Flávio Serafini destacou que a atuação terá como base a escuta da sociedade civil.
“A comissão pretende atuar com escuta qualificada da sociedade civil, monitorar políticas públicas já existentes e propor soluções concretas para os desafios desses territórios”, disse.

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Grupo será presidido pela deputada Renata Souza (Psol) e terá como foco propor soluções para reduzir desigualdades sociais no estado

Cenário das favelas no Rio de Janeiro

De acordo com dados do Censo de 2022, o estado possui 1.724 favelas, onde vivem mais de 2 milhões de pessoas. Esses territórios apresentam deficiências históricas em áreas como saúde, educação, habitação e transporte.

Ao Brasil de Fato, a deputada Rosângela Zeidan enfatizou a importância de ampliar investimentos:
“O nosso papel é contribuir para a participação ativa das pessoas que já são sujeitos criativos na cidade, através do investimento em ações do Estado que melhorem e qualifiquem as condições estruturais para que possam viver melhor.”

Prazos e relatório final

O funcionamento inicial da Comissão será de 120 dias, prorrogáveis por mais 90. Ao final, será produzido um relatório com diagnósticos, propostas e estratégias para orientar o poder público.

Durante a instalação, a deputada Dani Balbi reforçou a expectativa de resultados concretos:
“Espero que esta Comissão sirva para mapear as ausências que impactam essas comunidades por conta da omissão do poder público. Sobretudo, vamos tentar criar medidas efetivas para melhorar esse cenário.”

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