Liderança

Lula amplia articulação global durante a COP30

Presidente busca alianças e novos aportes para fundo de preservação das florestas tropicais em Belém.

JR Vital - Diário Carioca
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JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por...
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve nesta sexta-feira (7), em Belém (PA), uma intensa agenda de reuniões bilaterais durante a COP30, com os líderes da Alemanha, Portugal e Moçambique, para tratar de financiamento climático e cooperação internacional.

As conversas ocorrem após encontros com Emmanuel Macron e Keir Starmer, e têm como foco o fortalecimento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF).


Lula amplia articulação climática durante a COP30

Durante a Cúpula de Líderes da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), o presidente Lula segue priorizando o diálogo político para consolidar compromissos concretos de preservação ambiental.

Estão previstas reuniões com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, o chanceler alemão Friedrich Merz e o presidente de Moçambique, Daniel Chapo.

O principal tema é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), mecanismo que combina investimentos públicos e privados voltados à proteção de florestas tropicais e à redução das emissões de carbono.
Há expectativa de que a Alemanha anuncie sua contribuição ao fundo, cuja governança está sendo desenhada com participação de países em desenvolvimento.


TFFF: o novo eixo da cooperação ambiental global

O TFFF já foi endossado por 34 países com florestas tropicais, responsáveis por cerca de 90% dessas áreas em nações em desenvolvimento, incluindo Brasil, Indonésia, República Democrática do Congo e China.

A proposta prevê mobilizar US$ 25 bilhões em aportes públicos iniciais, com o objetivo de atrair até US$ 125 bilhões da iniciativa privada.
O Brasil anunciou contribuição de US$ 1 bilhão, enquanto a Noruega prometeu US$ 3 bilhões para a próxima década. A Indonésia também vai aportar US$ 1 bilhão, e a França indicou até US$ 577 milhões até 2030. Portugal confirmou US$ 1 milhão, reforçando o engajamento lusófono no projeto.

A Alemanha declarou apoio integral ao TFFF e informará seu compromisso financeiro em reunião com Lula. Os Países Baixos analisam adesão futura ao fundo.
Esses aportes se somam a iniciativas já discutidas em outras COPs, reforçando a centralidade do Brasil na diplomacia climática global.


Reuniões bilaterais e fortalecimento das alianças

Conforme a agenda oficial, Lula iniciou o dia com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro.
Na sequência, encontrou-se com Friedrich Merz, e, às 15h, tem reunião marcada com o presidente de Moçambique, Daniel Chapo.

Na quinta (6), o presidente brasileiro havia se reunido com Emmanuel Macron, com quem tratou do combate ao desmatamento, da proteção das florestas amazônicas e da implementação do TFFF.
Os dois líderes também discutiram cooperação em defesa, ciência e tecnologia, e determinaram o reforço da cooperação policial na fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa, para combater narcotráfico, garimpo ilegal e corte de madeira clandestino.

Além disso, Lula reafirmou a expectativa de assinar o Acordo Mercosul-União Europeia ainda em 2025, durante a presidência brasileira do bloco regional.


Compromisso internacional e liderança brasileira

Mais cedo, Lula também se reuniu com o príncipe de Gales, William, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Na ocasião, reforçou a importância do TFFF e defendeu a implementação efetiva dos compromissos climáticos firmados em COPs anteriores.

De acordo com informações do Planalto, o príncipe William elogiou o protagonismo do Brasil, classificando o fundo como “iniciativa inédita pela magnitude dos recursos mobilizados”.
O premiê britânico Starmer reiterou que o Reino Unido apoia o fundo desde sua concepção e seguirá participando ativamente de sua expansão global.

Esses encontros reafirmam a estratégia do governo brasileiro de reposicionar o país como liderança mundial na transição verde e na cooperação climática internacional.

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JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações.