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Armando, ou pipocando?

Bolsonaro recua para Moraes e teme “game over” no STF

Após anos de ataques à Justiça, Bolsonaro baixa o tom, diz que se arrepende de xingar Alexandre de Moraes e teme condenação pela trama golpista

Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

Brasília – O script de bravatas parece ter mudado. Jair Bolsonaro, investigado por tentativa de golpe de Estado, agora se mostra preocupado com o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao UOL, nesta terça-feira (14), o ex-presidente disse que, se for condenado, será “game over”.

A súbita humildade vem com um bônus de arrependimento: Bolsonaro afirmou que não deveria ter chamado o ministro Alexandre de Moraes de “canalha” em 2021. Apesar da ficha extensa de agressões à democracia e ao Judiciário, ele agora diz que “nunca quis desgastar o Supremo”. Como se o Brasil inteiro não tivesse memória.


Minimiza ataques e tenta apagar histórico

Depois de transformar o STF em inimigo público número um para sua base radical, Bolsonaro agora finge civilidade. Disse que lamenta a “perseguição brutal” contra ele e que se pudesse voltar no tempo, teria agido diferente. “Não entendo por que essa perseguição em cima de mim”, declarou, como quem não instigou atos violentos contra as instituições.

Mesmo inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro insiste que tentará ser candidato em 2026. Para ele, uma eleição sem sua presença é “negação da democracia”. Democracia, aliás, que ele tentou enterrar junto com a Constituição em 8 de janeiro de 2023.


Réu por organização criminosa e golpe

O ex-presidente foi tornado réu em março de 2025, junto com sete aliados. A Primeira Turma do STF aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por crimes como:

  • Organização criminosa armada
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Golpe de Estado
  • Dano qualificado com grave ameaça à União
  • Destruição de patrimônio tombado

As acusações são graves, e as provas apontam para articulações golpistas em diferentes frentes, como já mostramos no Diário Carioca.


Tentativa de reescrever o roteiro

Na entrevista, Bolsonaro também reconheceu que errou em algumas nomeações durante seu governo. Disse que deixaria os militares “só no GSI” e tentaria melhorar a relação com o STF. “Hoje a gente voltaria muito melhor”, afirmou.

O problema é que o Brasil já viu esse filme — e ele terminou com vandalismo em Brasília, ataques às urnas eletrônicas, boicote à vacina e um festival de fake news.

Enquanto tenta reescrever a própria história, Bolsonaro parece temer o desfecho inevitável: a Justiça batendo à porta.

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