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Os Emojis tinham razão

Horas antes de ser preso, Gilson Machado se reuniu com Bolsonaro em Natal

Ex-ministro foi detido em meio a suspeitas de tentar ajudar Mauro Cid a fugir do país com passaporte português

Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

Natal (RN), 13 de junho de 2025 – O ex-ministro do Turismo Gilson Machado almoçou com o ex-presidente Jair Bolsonaro na quinta-feira (12), em Natal, horas antes de ser preso pela Polícia Federal. A prisão ocorreu na manhã desta sexta-feira (13), por suspeita de envolvimento em manobras para atrapalhar as investigações sobre a tentativa de golpe de Estado e para facilitar a fuga de aliados, como o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, do país.

Segundo reportagem de O Globo, Gilson Machado recepcionou Bolsonaro no aeroporto da capital potiguar e, em seguida, participou de um almoço com aliados. O encontro foi registrado em fotos publicadas nas redes sociais do ex-ministro, que declarou que Bolsonaro estava “recuperado” e pronto para “iniciar a rota 22 pelo Nordeste”, em referência à próxima campanha eleitoral — ignorando o fato de que o ex-presidente está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Tentativa de fuga com passaporte português

A Polícia Federal investiga se Machado tentou conseguir um passaporte português para o tenente-coronel Mauro Cid, facilitando assim sua saída clandestina do Brasil. A solicitação teria ocorrido em maio, no consulado de Portugal, em Recife, onde o ex-ministro reside.

De acordo com informações obtidas pela CNN Brasil, a PF já possui elementos que apontam para uma articulação entre aliados de Bolsonaro para proteger Mauro Cid, peça-chave na apuração sobre fraudes em cartões de vacinação, joias ilegais e planos golpistas.

Contradições e suspeitas

Publicamente, Gilson Machado nega qualquer tentativa de ajudar Cid. “Estou surpreso. Nunca fui atrás de nada a respeito de Mauro Cid. Tratei do passaporte para o meu pai”, disse à imprensa. No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra de sigilos telefônico e de mensagens do ex-ministro, além de autorização para buscas e apreensões.

Para a PGR, há “elementos sugestivos” de que Machado tenha atuado com o objetivo de obstruir investigações e favorecer pessoalmente aliados, o que justificaria medidas cautelares. A mesma suspeita paira sobre outros integrantes do chamado “gabinete do golpe”, cuja movimentação nos bastidores ainda está sendo detalhada pela PF.

Rastro digital e campanha paralela

Enquanto organizava encontros com Bolsonaro, Machado também promovia nas redes sociais uma nova campanha de arrecadação para apoiar o ex-presidente. Em postagens no Instagram, ele dizia que Bolsonaro precisava de ajuda para pagar médicos, advogados e enviar dinheiro a Eduardo Bolsonaro, que teria deixado o país recentemente em direção aos Estados Unidos.

Essa nova “vaquinha” remete à mobilização de 2023, que arrecadou R$ 17 milhões via Pix, como apontou um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). À época, o deputado Eduardo Bolsonaro chegou a agradecer publicamente, mas recusou o auxílio. A repetição do gesto, agora com Machado como principal articulador, chamou a atenção das autoridades.

O Diário Carioca apurou que o caso está sendo tratado com prioridade pela Polícia Federal, especialmente após os indícios de que o grupo bolsonarista estaria tentando reconstruir sua base eleitoral no Nordeste e reativar contatos internacionais para escapar de responsabilizações.


O Carioca Esclarece
A prisão de Gilson Machado faz parte do mesmo inquérito que investiga as tentativas de golpe e fuga de aliados de Bolsonaro. A reunião com o ex-presidente, às vésperas da detenção, reforça a suspeita de articulação entre membros do núcleo duro do bolsonarismo.


Entenda o Caso

Gilson Machado foi preso por quê?
Ele é suspeito de tentar atrapalhar investigações da PF e facilitar a fuga do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, por meio de um passaporte português.

Ele estava com Bolsonaro antes da prisão?
Sim. Gilson Machado se encontrou com Jair Bolsonaro em Natal (RN), na quinta-feira (12), menos de 24 horas antes de ser detido pela PF.

A tentativa de obtenção do passaporte foi comprovada?
Segundo a PF, há indícios de que Gilson Machado buscou o passaporte no consulado português em Recife. Ele nega, mas a PGR considera o caso grave e pediu a quebra de sigilos.

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