Brasília, 29 de julho de 2025 — A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi presa em Roma, na Itália, nesta terça-feira (29), segundo informou o Ministério da Justiça. A ação ocorreu após pedido formal de extradição apresentado pelo governo brasileiro, com base em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Polícia italiana localizou Zambelli em apartamento em Roma
O parlamentar italiano Angelo Bonelli, integrante do Parlamento da Itália, informou que Carla Zambelli foi localizada pela polícia italiana em um imóvel residencial em Roma. A informação foi divulgada na segunda-feira (28) por meio das redes sociais do deputado.
“Carla Zambelli está em um apartamento em Roma. Forneci o endereço à polícia. Neste momento, a polícia está identificando Zambelli”, declarou Bonelli.
Até a última atualização desta reportagem, o governo italiano ainda não havia divulgado nota oficial confirmando a prisão. No entanto, autoridades brasileiras indicaram que Zambelli já está sob custódia policial.
STF condenou Zambelli por participação em organização criminosa digital
Carla Zambelli teve o mandato cassado e foi condenada pelo STF a 10 anos e 8 meses de prisão. A sentença, de caráter definitivo, atribuiu à ex-parlamentar participação em uma organização criminosa digital responsável por ataques a sistemas do Poder Judiciário.
Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil e passou a residir na Itália, país do qual possui cidadania. O Ministério da Justiça solicitou a extradição da ex-deputada em cooperação com a Interpol e autoridades italianas.
Caso é acompanhado por Interpol e autoridades brasileiras
O governo brasileiro acompanha o processo por meio de canais diplomáticos e jurídicos. A expectativa é que o governo italiano se manifeste oficialmente sobre o pedido de extradição nos próximos dias.
A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) mantêm contato permanente com seus pares italianos. Segundo fontes do Ministério da Justiça, a extradição pode ocorrer nas próximas semanas, dependendo da tramitação no sistema judicial italiano.
Entenda as críticas de Angelo Bonelli sobre o caso Zambelli
Por que o deputado italiano criticou Carla Zambelli?
Angelo Bonelli é ativista ambiental e político de oposição ao governo de direita na Itália. Ao se pronunciar sobre o caso, indicou que a presença de Zambelli no país representava risco institucional, considerando sua condenação por crimes contra a democracia.
Qual foi o papel de Bonelli na localização de Zambelli?
O parlamentar afirmou ter fornecido o endereço da ex-deputada à polícia italiana, permitindo que os agentes a localizassem e realizassem a identificação formal. Segundo ele, o ato foi motivado por “defesa da legalidade e da cooperação internacional”.
A extradição de Zambelli já está confirmada?
Ainda não. O governo brasileiro formalizou o pedido, e o caso será analisado pelo sistema judicial da Itália. O processo pode levar semanas, a depender da documentação e dos trâmites legais locais.
Zambelli tem direito à cidadania italiana?
Sim. Carla Zambelli possui dupla cidadania, o que pode influenciar na análise da extradição. Contudo, isso não impede automaticamente que seja enviada de volta ao Brasil, caso a justiça italiana acolha o pedido brasileiro.
Como o caso impacta as relações Brasil-Itália?
O episódio testa a cooperação entre os dois países em temas sensíveis como justiça internacional e combate à desinformação digital. Autoridades brasileiras esperam que o processo ocorra com celeridade e respeito aos tratados bilaterais.
Prisão de Zambelli expõe impasse diplomático e acelera ofensiva contra crimes digitais
A prisão de Carla Zambelli na Itália intensifica a pressão sobre ex-aliados do bolsonarismo investigados por crimes digitais. O caso também revela um impasse diplomático que exigirá articulação entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Giorgia Meloni.
A repercussão internacional do caso pode acelerar a tramitação de outras investigações conduzidas pelo STF e reforçar a cooperação entre Brasil e União Europeia no combate a redes de desinformação e ataques às instituições democráticas.





