A nova pesquisa Genial/Quaest revela que 48% dos brasileiros consideram que o presidente Lula e o PT adotam a postura correta diante do tarifaço de 50% imposto por Donald Trump contra produtos brasileiros.
O levantamento indica desgaste para o campo bolsonarista, que aparece com 28% das menções positivas, e reforça a liderança progressista no enfrentamento da crise comercial com os Estados Unidos.
Lula cresce, bolsonarismo perde fôlego
Na comparação com a rodada anterior, Lula avançou quatro pontos percentuais, de 44% para 48%, enquanto o grupo ligado a Jair Bolsonaro (PL) caiu de 29% para 28%. A consolidação do apoio popular ocorre em meio ao acirramento das tensões diplomáticas, reforçando o desgaste da retórica bolsonarista frente à opinião pública.
Eduardo Bolsonaro isolado nos EUA
O levantamento também mostra que Lula lidera a avaliação individual sobre quem atua melhor diante da crise, com 44%. Já Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro somam 24% cada. O deputado, que segue nos Estados Unidos pedindo “mais sanções” contra o Brasil em razão do julgamento do pai no Supremo Tribunal Federal (STF), é visto como defensor dos próprios interesses: 69% dos entrevistados afirmam que ele age em benefício da família, e apenas 23% acreditam que atua pelo país.
Impactos do tarifaço e percepção pública
Segundo a pesquisa, 77% acreditam que a medida de Donald Trump prejudica o Brasil, principalmente pela alta esperada no preço dos alimentos (64%). Para 71% dos brasileiros, o presidente americano está errado ao impor tarifas por suposta perseguição a Bolsonaro. Apenas 21% consideram correta a cobrança.
Entre os que apontam as razões de Trump, 51% acreditam que se trata de “interesses políticos pessoais”, enquanto 23% atribuem à justificativa de proteger “a economia americana”.
Metodologia do levantamento
A Genial/Quaest realizou 12.150 entrevistas presenciais entre 13 e 17 de agosto em oito estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, que juntos representam 66% do eleitorado nacional. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com 95% de confiança.





