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Novo Plano Nacional de Cultura redefine rumos do país

Por JR Vital Analista Geopolítico
Em Brasília

O governo federal encaminha nesta segunda-feira (17) o Plano Nacional Cultura, projeto que orientará as políticas culturais brasileiras na próxima década. A iniciativa oficializa a cultura como política de Estado, mantendo o compromisso com democracia, soberania e desenvolvimento social justo, enquanto cria a Comissão Intergestores Tripartite para governança federativa na área cultural.

Pontos-chave do novo Plano Nacional de Cultura:

  • Orientação para políticas culturais pelos próximos 10 anos
  • Reafirmação da cultura como política de Estado estratégica
  • Criação da Comissão Intergestores Tripartite (União, estados e municípios)
  • Construção ancorada nas propostas da 4ª Conferência Nacional de Cultura, 2024
  • Ênfase em seis eixos temáticos que abrangem diversidade, acesso, economia e direitos culturais

Neste 17 de novembro de 2025, no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva formaliza o envio do novo plano ao Congresso Nacional. Segundo o governo, o documento “reafirma a cultura como política de Estado e pilar estratégico da democracia, da soberania e de um desenvolvimento socialmente justo”.

Além disso, Lula assina o decreto para criação da Comissão Intergestores Tripartite, órgão permanente que promove o diálogo institucional entre a União, os estados e os municípios para implementar as políticas culturais. A comissão tem caráter estratégico na governança federativa, fortalecendo a cooperação entre gestores públicos de todas as esferas.

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A cerimônia conta com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, além de agentes culturais regionais e representantes dos comitês de cultura do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), reforçando a participação social e o controle coletivo das políticas culturais.

Contexto e ênfase na participação popular

O novo Plano Nacional de Cultura se constrói sob forte influência das propostas aprovadas na 4ª Conferência Nacional de Cultura (CNC), realizada em março de 2024. Com o tema Democracia e Direito à Cultura, o encontro em Brasília reuniu 1.200 delegados de todo o país, que definiram 30 propostas políticas, reafirmando a importância do acesso democrático à cultura como ferramenta de justiça social.

Seis eixos estruturantes orientam o plano e refletem os debates da conferência:

  • Institucionalização, Marcos Legais e Sistema Nacional de Cultura
  • Democratização do acesso à cultura e participação social
  • Identidade, patrimônio e memória
  • Diversidade cultural com transversalidades de gênero, raça e acessibilidade
  • Economia criativa, trabalho, renda e sustentabilidade
  • Direito às artes e linguagens digitais

Esta ampla agenda busca superar o hiato de mais de dez anos desde a última conferência nacional, ocorrida em 2013, que avaliou o cumprimento do primeiro Plano Nacional de Cultura.

História do Plano Nacional de Cultura

O primeiro PNC foi instituído em 2010 pela Lei nº 12.343 após duas conferências nacionais. Originalmente previsto para vigorar até 2020, o plano teve sua vigência prorrogada até o fim de 2024 por decretos em 2021 e 2022, aguardando esta renovação atual. A continuidade do PNC demonstra o reconhecimento da cultura como eixo essencial para o desenvolvimento integral da sociedade brasileira.

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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