Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), declarou preocupação com riscos no mercado de crédito privado dos Estados Unidos, especialmente após as recentes falências da First Brands Group e da financeira Tricolor.
O setor, que movimenta até US$ 2,1 trilhões, é pouco regulado e tem potencial para causar instabilidade no sistema financeiro global.
Contexto das falências
A First Brands Group, gigante do setor de autopeças, entrou em colapso em 2025, deixando um rombo bilionário estimado entre US$ 10 bilhões e US$ 50 bilhões, com dívidas sem lastro e questões controversas sobre financiamento fora do balanço. A empresa enfrenta investigação do Departamento de Justiça dos EUA e envolve grandes bancos e fundos de hedge em perdas bilionárias.
Já a financeira Tricolor, concessionária de veículos, também declarou falência, impactando credores e aumentando o clima de desconfiança no mercado.
Alertas do FMI e reações de mercado
Georgieva enfatizou que a expansão rápida de instituições financeiras não bancárias (shadow banking) requer maior supervisão para evitar efeitos cascata como os da crise financeira de 2008. O índice de volatilidade VIX, conhecido como “índice do medo”, subiu 22,6%, refletindo o nervosismo dos investidores diante da possibilidade de nova crise.
Necessidade de regulação e vigilância
O FMI reforça que o mercado de crédito privado precisa de mecanismos mais rigorosos de controle e transparência, dada a complexidade das operações e o alto volume envolvido, que pode afetar a economia mundial.





