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O nexo profundo entre a Igreja da Lagoinha, o rombo do Banco Master e o clã Valadão

O roteiro seria digno de uma série policial sobre seitas e finanças, não fosse a realidade crua que sangra o sistema financeiro nacional e a fé dos incautos.

A tentativa de fuga de Fabiano Zettel para Dubai, abortada pela Polícia Federal na pista de Guarulhos, é a ponta de um iceberg que submerge as colunas da Igreja Batista da Lagoinha.

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Zettel não é apenas o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro ou o maior doador de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas; ele é o operador estratégico de uma simbiose perversa onde o louvor serve de trilha sonora para a ocultação de patrimônio e a “prosperidade” é medida em mansões de R$ 36 milhões em Brasília.

A criação da fintech Clava Forte Bank por André Valadão e sua esposa, Cassiane, colocou a Lagoinha no centro de uma investigação sobre descontos irregulares em aposentadorias de idosos — a infame “farra do INSS”. Unir essa estrutura bancária confessional ao fundo Moriah Asset, de Zettel, e ao Banco Master, de Vorcaro, desenha o que a CPMI e a PF agora chamam de “lavanderia espiritual”. Como explicar que o pai de Vorcaro quitava dívidas de BMWs para Valadão enquanto o banco captava bilhões do Rioprevidência e de outros fundos públicos? O milagre, ao que parece, era apenas engenharia contábil e tráfico de influência.

A Lagoinha deixou de ser uma denominação religiosa para se tornar uma holding política e financeira. O vídeo “cafonérrimo” do casamento de Zettel, com a noiva sendo ungida pela voz de Valadão diante da cúpula do Master, é a prova estética de que o sagrado foi privatizado pelo capital especulativo. Alguém falou em laranjas? Os requerimentos dos deputados Rogério Correia e Alencar Santana apontam que sim. As igrejas evangélicas, por sua imunidade tributária e capilaridade, tornaram-se o esconderijo perfeito para o lucro das fraudes que a operação Compliance Zero tenta estancar.

A Santíssima Trindade do Esquema: Fé, Fraude e Fardas

O entrelaçamento entre as famílias Vorcaro e Valadão é o alicerce de um império de influência que agora começa a ruir sob o peso de R$ 5,7 bilhões bloqueados:

Ator do EsquemaFunção no EcossistemaConexão Estratégica
Fabiano ZettelPastor e CEO da Moriah Asset.Ponte entre o Banco Master e o financiamento de políticos (PL/Republicanos).
André ValadãoLíder da Lagoinha e dono de fintech.Fornece a base ideológica e a estrutura para o “Clava Forte Bank”.
Daniel VorcaroDono do Banco Master (Preso).O “banqueiro de Brasília” que sustentava os luxos e a expansão da Rede Super.
Super EmpreendimentosHolding imobiliária.Compra de R$ 300 milhões em imóveis, incluindo o triplex de Vorcaro e base em Brasília.

A Impunidade no Púlpito

Não há mais como tratar a Igreja da Lagoinha como “vítima” ou entidade alheia. Quando um pastor da instituição é flagrado tentando fugir do país com o passaporte cheio de carimbos de paraísos fiscais, a investigação deve entrar na sacristia. O uso de estruturas religiosas para fins políticos pouco transparentes é a maior ameaça à democracia e à fé legítima. Enquanto Valadão celebrava “milagres” que vinham em forma de quitação de dívidas por banqueiros, o sistema financeiro era aparelhado para sustentar campanhas de quem jura defender a família, mas só protege o próprio bolso.

A Justiça não pode recuar diante do grito de “perseguição religiosa”. Lavagem de dinheiro não tem religião, e crime financeiro não é pecado passível de perdão via dízimo — é caso de cadeia e devolução de cada centavo desviado dos aposentados e dos fundos de pensão como o Rioprevidência. No Rio de Janeiro de 2026, onde a luz cai no Méier e a previdência some no Master, a máscara da “família cristã” de Zettel e Valadão não é apenas cafona; é criminosa.

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