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Eduardo Paes lança enquete para show no Rio: Paul McCartney a Rihanna, de Adele a Beyoncé

Sem anúncios fechados, a publicação apresentou um mosaico de possibilidades que atravessam gerações e estilos

Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

Copacabana voltou a ser convocada — não por decreto, mas por desejo. Em uma postagem que mistura marketing político e pulsão popular, o prefeito Eduardo Paes lançou uma pergunta simples e eficaz: quem deve ocupar o maior palco a céu aberto do país no próximo megashow de maio?

Sem anúncios fechados, a publicação apresentou um mosaico de possibilidades que atravessam gerações e estilos: de Paul McCartney a Rihanna, de Adele a Beyoncé. A resposta ficou com o público, que transformou comentários e enquetes em uma prévia do que pode vir a ser mais um capítulo monumental da história cultural da cidade.

Da Belle Époque à era do streaming

Copacabana sempre foi mais que uma praia. Na Belle Époque tropical, era vitrine do Rio moderno; nos anos 1960, trilha sonora da Bossa Nova; hoje, converte-se em feed global. Se antes o glamour vinha dos cassinos e dos salões, agora chega em caixas de som e transmissões virais. A lógica é outra, mas o gesto é o mesmo: afirmar o Rio como capital simbólica do espetáculo.

“Quando a cidade pergunta ao mundo quem deve cantar para ela, está dizendo que cultura também é soberania.”

O palco que engole recordes

O parâmetro recente é alto. O último megashow reuniu mais de dois milhões de pessoas na areia, superando marcas anteriores e consolidando Copacabana como um dos maiores espaços de espetáculo do planeta. Não se trata apenas de números, mas de narrativa: cada evento reescreve a mitologia urbana do Rio e projeta a cidade como anfitriã do impossível.

Cultura, poder e participação

A enquete não é inocente. Ao convidar o público a “decidir”, o governo municipal incorpora a linguagem da cultura participativa e dilui críticas sobre escolhas elitistas ou opacas. É uma estratégia que dialoga com o espírito do tempo: cidades competem por atenção como marcas, e a música é um ativo de alto impacto emocional.

O que está realmente em jogo

Mais do que escolher entre divas e lendas, o Rio debate que imagem quer exportar. Cada nome carrega um repertório simbólico distinto — identidade, geração, mercado, discurso. O show final será entretenimento, mas o processo já é política cultural em estado puro.

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