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Efeito Lula

Inflação 2025 abaixo da meta: Lula vence juros e mercado financeiro

Os Fatos

  • O IPCA encerrou 2025 em 4,26%, consolidando-se abaixo do teto da meta de 4,5% e desmoralizando as projeções catastróficas do início do ano.
  • A Selic estratosférica de 15% imposta pelo Banco Central serviu de âncora forçada, mas foi a safra recorde e a queda do dólar que garantiram o alimento na mesa.
  • O novo regime de meta contínua estreou sob fogo cruzado, mas a desaceleração do segundo semestre validou a resiliência da economia real frente ao rentismo.

No teatro das sombras da economia brasileira, onde o “mercado” frequentemente atua como um diretor de tragédias anunciadas, o encerramento de 2025 traz um roteiro de sobrevivência e vigor. O índice de 4,26% não é apenas um número; é a prova de que, mesmo sob o garrote de uma taxa Selic de 15% — um verdadeiro sequestro do investimento produtivo —, a economia real teima em respirar. Como no clássico “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, onde a força do ambiente molda o destino dos personagens, o cenário econômico brasileiro de 2025 foi moldado pela pujança da terra. O “troféu”, como bem notou a academia, foi para a alimentação. Onde os profetas do caos previam o estouro da meta, encontraram o arroz e o feijão segurando o ímpeto inflacionário, fruto de uma safra histórica que ignora os arroubos especulativos da Faria Lima.

O resultado de 2025 é um divisor de águas. Ficamos abaixo do teto em um ano de transição de regras e de forte pressão externa. O câmbio e a safra foram os heróis silenciosos contra a inércia dos preços de serviços.

Como o governo Lula conseguiu domar o dragão da inflação mesmo com a oposição dos juros altos? A vitória não pertence aos gabinetes refrigerados do Banco Central, mas à conjunção de uma política externa soberana que fortaleceu o Real e ao braço forte da agricultura brasileira. Enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) mantinha o país refém de juros que beneficiam apenas o 1% que vive de dividendos, a queda do dólar barateou insumos e bens industriais. O governo federal, ao focar na estabilidade institucional e na sustentabilidade, permitiu que o IPCA convergisse para dentro da meta sem precisar sacrificar totalmente o consumo das classes populares, embora o custo social dos juros de 15% ainda seja uma ferida aberta no crescimento do PIB.

O novo sistema de meta contínua representa o fim das pressões especulativas sobre o Banco Central? Representa, antes de tudo, uma modernização necessária para evitar os espasmos de pânico que o antigo modelo de ano-calendário provocava. Ao exigir seis meses consecutivos fora do intervalo para decretar o descumprimento, o Brasil adota um fôlego de maratonista, não de velocista. Em 2025, o teto foi ameaçado em junho, mas a sobriedade da gestão econômica e o arrefecimento sazonal trouxeram o índice para o porto seguro de 4,26%. É uma derrota para quem apostava no “quanto pior, melhor”, e uma vitória para a governança que busca o equilíbrio sem abdicar dos direitos humanos fundamentais, como o acesso a alimentos baratos.

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Quais são os riscos que a geopolítica imperialista e as eleições de 2026 trazem para os preços? O horizonte de 2026 está nublado por tambores de guerra e pelo oportunismo eleitoral. A agressão dos Estados Unidos à Venezuela não é apenas um crime contra a soberania sul-americana, mas um vetor de instabilidade que encarece o petróleo e, por tabela, o frete de cada alimento que chega às periferias brasileiras. Somado a isso, o ano eleitoral costuma atiçar o sistema financeiro a promover volatilidade cambial para chantagear governos progressistas. O Diário Carioca permanecerá vigilante: a inflação sob controle é uma conquista do povo, e não permitiremos que retrocessos fascistas ou aventuras externas sequestrem o poder de compra do trabalhador brasileiro.


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