Tuíte deletado de Netanyahu expõe fragilidade em Israel, afirma Hamas

Na rede social X (Twitter), alegou a assessoria de Netanyahu: “Sob nenhuma circunstância e em nenhum momento o primeiro-ministro foi alertado sobre as intenções do Hamas de ir à guerra”

JR Vital - Diário Carioca
Por
JR Vital
JR Vital - Diário Carioca
Editor e analista geopolítico
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo...
- Editor e analista geopolítico

Izzat al-Rishq, membro do gabinete político do movimento Hamas, reiterou que críticas da oposição israelense que levaram o premiê Benjamin Netanyahu a deletar um tuíte no qual culpou os serviços de inteligência pela campanha de resistência em 7 de outubro, expõem toda a fragilidade de seu “governo fascista”, segundo informações da rede Quds Press.

Al-Rishq observou que o atrito entre Netanyahu e outros grupos sionistas “aprofunda a crise interna” no Estado ocupante e “expõe mais uma vez a divisão e confusão dentro do governo, assim como o medo de que os próximos dias determinem seu destino e futuro político”.

Segundo seu comentário, a “resiliência” do povo palestino levará à queda do governo israelense e o fim de sua “presença” na Palestina ocupada.

Na rede social X (Twitter), alegou a assessoria de Netanyahu: “Sob nenhuma circunstância e em nenhum momento o primeiro-ministro foi alertado sobre as intenções do Hamas de ir à guerra”. Em seguida, culpou as agências de inteligência por não antecipar o ataque surpresa contra bases e assentamentos nos arredores de Gaza.

“Todos os oficiais de defesa, incluindo os chefes do Mossad e do Shin Bet, estimavam que o Hamas estava dissuadido e buscava acomodação”, prosseguiu. “Essa análise foi apresentada uma e outra vez por toda a comunidade de inteligência, às vésperas da guerra”.

O ex-general oposicionista Benny Gantz, integrado ao gabinete de guerra, pediu retratação do primeiro-ministro e chefe do governo.

“A tentativa de Netanyahu de fugir da responsabilidade ao culpar o sistema de segurança enfraquece o exército durante os combates”, ecoou o ex-premiê Yair Lapid. “É preciso que ele peça desculpas por suas palavras”.

Após apagar a postagem, Netanyahu pediu desculpas — algo pouco usual para o líder de extrema-direita: “O que eu disse após a coletiva de imprensa não deveria ser dito e peço desculpas por isso. Dou meu pleno apoio aos líderes dos ramos de segurança”.

Israel mantém bombardeios ininterruptos a Gaza desde 7 de outubro, quando combatentes de resistência do movimento Hamas cruzaram a fronteira e capturaram soldados e colonos. Ao menos 8.005 palestinos foram mortos, incluindo 3.324 crianças.

Neste fim de semana, Netanyahu conclamou uma “guerra santa” contra os 2.4 milhões de palestinos no território sitiado. Seu discurso é denunciado como clássica retórica em favor de um genocídio. Não houve críticas por parte da oposição em Israel.

- Publicidade -
JR Vital - Diário Carioca
Editor e analista geopolítico
Seguir:
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.