O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que, por ocupar o cargo de chefe do Executivo, tem o direito de tomar qualquer decisão que considerar necessária. A declaração ocorreu ao justificar possível envio de forças federais para Chicago, repetindo medida semelhante adotada em Washington semanas atrás.
Trump reivindica autoridade sem limites
“Eu tenho o direito de fazer tudo o que eu quiser. Eu sou o presidente dos Estados Unidos”, disse o republicano, ao comentar o cenário de violência urbana. Segundo Trump, a cidade de Chicago estaria em risco, o que legitimaria intervenção direta do governo federal. Ele reforçou: “Se eu acho que nosso país está em perigo, eu posso fazer isso. Não tenho problema em entrar e resolver as dificuldades.”
Conflito com o governador de Illinois
O presidente aproveitou a entrevista para atacar o governador democrata J.B. Pritzker, com quem vem travando uma série de embates pessoais. Trump ironizou o adversário com comentários sobre seu peso, enquanto Pritzker retrucou afirmando que o mandatário “também não está em boa forma”.
O republicano ainda declarou que teria mais respeito pelo governador se este pedisse ajuda formalmente. “Eu ficaria muito feliz em ajudá-lo”, afirmou.
Histórico recente de intervenções
Duas semanas antes, Trump havia determinado o envio da Guarda Nacional e o controle da polícia em Washington, sob a justificativa de conter ameaças à segurança. A decisão foi amplamente criticada por organizações de direitos civis e pela oposição democrata.
Pena de morte em pauta
Na mesma entrevista, Trump defendeu a aplicação da pena de morte para casos de homicídio na capital norte-americana, apesar de a punição ter sido abolida em 1981 pelo Conselho de Washington. Ele assegurou que insistirá no tema como parte de sua política de segurança.
Eleições de meio de mandato sob a sombra da violência
O presidente destacou que a criminalidade será central nas eleições de meio de mandato de 2026. “Crime será o grande assunto das eleições de meio de mandato”, declarou. Para Trump, a pauta poderá fortalecer os republicanos na disputa pelo controle do Congresso Nacional contra os democratas.





