O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste fim de semana que pretende impor uma tarifa de 100% sobre todos os filmes produzidos fora do país.
A declaração foi feita em sua rede social, a Truth, onde afirmou que a iniciativa é necessária para proteger a indústria cinematográfica nacional.
Segundo Trump, outros países “roubaram” o setor audiovisual americano ao oferecer incentivos fiscais e logísticos para atrair cineastas e estúdios.
“Nosso negócio de cinema foi roubado dos Estados Unidos por outros países, assim como roubam ‘doce de um bebê’”, escreveu.
Críticas à Califórnia
Trump mirou diretamente no governador democrata da Califórnia, Gavin Newsom, dizendo que o estado foi “particularmente afetado” pela fuga de produções. “Portanto, para resolver esse problema antigo e sem fim, vou impor uma tarifa de 100% sobre quaisquer e todos os filmes que forem feitos fora dos Estados Unidos”, declarou, sem detalhar como a medida seria aplicada.
Segurança nacional e proteção à indústria
O republicano argumentou que a prática de países estrangeiros configura “um esforço conjunto” contra os EUA e, portanto, uma ameaça à segurança nacional. Em maio deste ano, ele já havia sinalizado a intenção de autorizar órgãos federais a implementar tarifas semelhantes.
Impactos previstos
Especialistas alertam que a medida pode ter efeito contrário ao esperado. Estúdios de Hollywood há décadas terceirizam filmagens e pós-produção em países como Canadá, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Hungria e Itália, onde os custos são menores e os incentivos fiscais atraentes.
Andrew Pulver, editor de cinema do jornal The Guardian, destacou que a tarifa pode encarecer as produções, afetar parcerias internacionais e até mesmo reduzir a competitividade dos próprios estúdios americanos.





